Avelino Ferreira, 63 anos, brasileiro, casado, sete filhos, sete netos. Jornalista; escritor; professor de Filosofia.







quarta-feira, 28 de maio de 2014

Fundação da Villa de Sam Salvador lembrada pela Câmara

(Foto: Check)
Dr. Edson com o bispo Dom Francisco, um dos homenageados 

Campos não comemora o 29 de maio, data da fundação da Villa de Sam Salvador dos Campos, ocorrida em 1677 e, portanto, há 337 anos, 25 anos após a criação da Câmara Municipal, então denominada Senado da Câmara. A exceção fica por conta do Legislativo que lembrou a data, solenemente, no ano passado e neste 2014. 

A Câmara de Vereadores comemorou a data em 2013, com uma peça de teatro - escrita por Winston Churchill - nas suas escadarias. Este ano, porém, a data foi lembrada esta noite (28) com um discurso do presidente do Legislativo, Edson Batista, na Sessão Solene de entrega de comendas, quando vários homenageados receberam as comendas Benta Pereira e Ordem Municipal do Mérito.  

Mais importante que o 28 de Março, data da elevação de Campos à categoria de cidade - juntamente com Niterói e Angra dos Reis - comemorada desde 1989, a fundação da Villa de Sam Salvador dos Campos deveria receber a atenção devida, dado que revela a longevidade da planície enquanto núcleo populacional e econômico dos conquistadores. 

Claro que deveríamos comemorar a criação da Câmara e da matriz de São Salvador, em 1652, por se tratar de datas mais longevas. Vou mais longe: deveríamos comemorar o início efetivo da nossa colonização, em 1633, marco da divisão dessas entre os brancos que exterminaram os índios. E até me atrevo, como alguém que assimilou a cultura do opressor, a advogar a data da doação da Capitania de São Thomé (primeiro nome de Campos) a Pero de Góis, primeiro colonizador: 1536. 

Todavia, entre o que advogo e o que desejam os que podem, a distância é longa e o abismo profundo. Assim, parabenizo o presidente do Legislativo, Edson Batista, que não deixou, em dois anos, a data da fundação da Villa passar sem registro. Hoje, se ateve apenas a um discurso, mas valeu pela lembrança. 

Em seu discurso, Edson lembrou os 337 anos da Villa, os 362 anos da Câmara, A Vila da Rainha com Pero de Góis, a Vila de Santa Catarina das Mós, com Gil de Góis, os Sete Capitães, em 1627, a colonização a partir de 1633 e a criação de gado. Do gado à cana e da cana ao petróleo, tendo Campos contribuído sobremaneira para a economia nacional. 

Não se esqueceu dos grandes nomes da nossa história, citando nominalmente Benta Pereira, no século XVIII, José do Patrocínio, Luis Carlos de Lacerda e Nilo Peçanha, no século XIX, o mesmo Nilo no século XX, sendo governador, senador, embaixador, Presidente da República. E nossos artistas como o próprio Patrocínio e José Cândido de Carvalho, na literatura; Tonico Pereira e Zezé Mota (que se considera campista) nas artes cênicas; Wilson Batista e Roberto Ribeiro na música; Ivald Granato e João Oliveira, nas artes plásticas; e nossos craques do futebol na seleção Brasileira (foram 20 que participaram das Copas), citando o gênio Didi e Amarildo.   

E terminou dizendo que espera que "o 29 de maio nunca seja esquecido. Que a rica história de Campos seja preservada. E que esta Casa continue honrando a nossa terra e o nosso povo, é o que todos nós desejamos". 

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